João 15.12-17

''Não existe nada melhor do que ser amigo de Deus
Caminhar seguro na luz, desfrutar do seu amor
Ter a paz no coração, viver sempre em comunhão.
E assim perceber A grandeza do poder de Jesus meu bom pastor''
(Amigo de Deus, Adhemar de Campos)
Outro dia eu conversava com um irmão em Cristo e falávamos sobre benefícios e sacrifícios do ministério de da vida cristã.Ele me contava sobre os momentos dramáticos que passou e no quais, teve de aprender (e decidir) a contar unicamente com Jesus, pois se sentia sozinho. Ele elegera Jesus Cristo como seu melhor amigo.
No embalo da conversa eu comecei a refletir sobre essa postura e a fazer um paralelo com a trajetória cristã, chegando a conclusão de que é preciso voltar a considerar Jesus como tal. De fato, ter Jesus como melhor amigo é desfrutar das mais perfeitas e sublimes sensações: ter a certeza de que não se está sozinho nunca, de que serei sempre ouvido, compreendido e, principalmente, amado.
A amizade de Jesus para conosco se estabelece numa relação de renúncia e entrega por amor (Jo 15.13). Cristo é amor. A cruz é a maior prova disso. Cristo não força a entrada nem a permanência no coração de alguém, pelo contrário, é uma presença voluntária que deve ser constantemente renovada.
Charles E. Fuller disse: “Comunhão com Deus significa luta com o mundo”. Nosso amor por Cristo será sempre medido de acordo com o tamanho da nossa renúncia. Você pode ser leal a uma pessoa, a um sonho, a igreja, a sua família, mas nenhuma dessas lealdades (apesar de serem justas) deve ser maior do que a lealdade a Jesus. Será que temos contado com Jesus no papel de nosso melhor amigo da forma que Ele espera que contemos? Será que temos renunciado nossas vontades, nosso tempo para investir nessa amizade verdadeira?
A amizade com Jesus não elimina necessidade da obediência (Jo 15.14). Cristo não requer de nós sacrifícios além de nossas forças.Como um amigo fiel, Ele quer de nós apenas obediência à Sua voz.Uma obediência baseada na confiança e não na obrigação ou no medo.
F. F. Bruce, disse: “O amor e a obediência a Deus estão de tal maneira entrelaçados um com o outro que a existência de um implica a presença do outro”. Outra citação interessante é esta: “A obediência a Deus é a prova infalível de um amor sincero e supremo por Ele” (Nathaniel Emmons).
Jesus Cristo tem para nós uma vida abundante em Sua graça e misericórdia. Nós é que muitas vezes trocamos isso por coisas banais. Será que temos obedecido a Deus por conveniência, por medo ou apenas por que acostumamos? Cristo nos fez livres, mas até onde devemos exercer essa liberdade? Temos entendido o verdadeiro tipo de obediência que Cristo quer de nós?
A amizade que Cristo tem por nós faz com que Ele nos dê a conhecer tudo aquilo que Ele conhece do Pai (Jo 15.15). Cristo nos doa o Seu melhor. Se a necessidade da obediência pode parecer nos levar à condição de servos, existe, contudo, uma diferença:O servo não tem confiança no seu senhor, apenas o obedece cegamente. Mas Jesus não quer isso de nós. Ele quer uma obediência baseada na confiança e não na obrigação ou no medo, lembra?
Richard Sibbes, disse: “O meu Deus e eu somos bons companheiros”. Segundo o dicionário, companheirismo, significa: Qualidade ou comportamento de quem demonstra acompanhar, apoiar ou cuidar de outrem. É sobretudo zelar por um relacionamento tão íntimo com Jesus Cristo de modo que cada passo de nossa vida seja dado com Ele.
Agostinho, disse: “Deus sente prazer em nós quando sentimos prazer nEle”. Será que precisamos voltar a sentir prazer na presença de Deus em nossas vidas? Temos valorizado a presença de Jesus em nossa vida (rotina)?
Jesus nos mostra que Sua amizade conosco tem um propósito definido (Jo 15.16): Dar frutos! Este é o propósito do nosso relacionamento com Deus. À medida que o caráter de Jesus faz diferença em nós, o nosso caráter se transforma e passa a influenciar aqueles que estão ao nosso redor. A amizade de Deus em nós é uma força em movimento, como a corrente de água que move um moinho. Jesus não quer que fiquemos parados, inertes. Qual tem sido o nosso grau de influência em nosso lar, com nossos amigos?
Thomas Brooks, disse: “
Quanto mais amamos a Cristo, mais temos prazer em estar a sós com Ele. Os que se amam gostam de estar a sós um com o outro”. Você sente prazer em estar a sós com Jesus?
Precisamos renovar a nossa amizade com Cristo a cada manhã. Esta palavra deve nos motivar a buscarmos uma vida de intimidade com Cristo.